AGULHA E DEDAL
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
(...)
Estava eu na parte de trás da casa quando começa a chover intensamente e com moderação!
Começo por correr até ao alpendre, quando sem querer escorrego e "patalumba", vou com o rabo direito para o chão(...)
Quando vou para casa encontro meu filho a brincar aos amigos invisiveis...
Minha mulher na cozinha pergunta-me se eu quero me lavar porque estava completamente molhado, da cabeça aos pés
(...)
in excerto do cap 8
Estava eu na parte de trás da casa quando começa a chover intensamente e com moderação!
Começo por correr até ao alpendre, quando sem querer escorrego e "patalumba", vou com o rabo direito para o chão(...)
Quando vou para casa encontro meu filho a brincar aos amigos invisiveis...
Minha mulher na cozinha pergunta-me se eu quero me lavar porque estava completamente molhado, da cabeça aos pés
(...)
in excerto do cap 8
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
(...)
Hoje eu e minha mulher receberam o convite para irmos a um casamento de um amigo nosso conhecido...
Ele fora meu amigo de infância desde a 5 classe, se assim se pode dizer...
(...)
A minha mulher decidiu que iria visitá-los esta semana, segundo palavras dela, e que iriamos ficar fora uns dias...
(...)
Contou-me também que queria visitar uns primos vindos do estrangeiro, da parte da família dela, e que estariam cá na altura da visita a esse meu tal amigo...
(...)
Não sei se fora por ciúmes ou por falta de confiança, mas ela dissera-me que não me atirá-se á prima dela...
(...)
In reflexão própria (excerto cap.4)
Paulo Furtado
Direitos reservados(2011)
Hoje eu e minha mulher receberam o convite para irmos a um casamento de um amigo nosso conhecido...
Ele fora meu amigo de infância desde a 5 classe, se assim se pode dizer...
(...)
A minha mulher decidiu que iria visitá-los esta semana, segundo palavras dela, e que iriamos ficar fora uns dias...
(...)
Contou-me também que queria visitar uns primos vindos do estrangeiro, da parte da família dela, e que estariam cá na altura da visita a esse meu tal amigo...
(...)
Não sei se fora por ciúmes ou por falta de confiança, mas ela dissera-me que não me atirá-se á prima dela...
(...)
In reflexão própria (excerto cap.4)
Paulo Furtado
Direitos reservados(2011)
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
(...)
Todavia não seria de esperar, porque não tinha nada a ver com as expectativas daquilo...
Segundo consta, uma aposta numa corrida era sempre uma aposta ambígua e fixa sem o retorno possível de trocas...Não que se aplicasse á corrida de caracóis da quinta...nem a outra corrida qualquer deste género...
(...)
O outro dia estava em casa a ver se completava o famoso puzzle de sudoku, e foi quando olhei pela janela e vi pela primeira vez uma ave que nunca tinha visto antes....
Tinha a popa vermelha, o bico cinzento, penas azuis e na cabeça uma pequena pinta dourada(...)
Ela continuou lá nos beirais da janela e começou a esvoaçar para longe, bem longe...teria sido uma pena porque queria tanto tirar uma fotografia com a minha máquina Fujifilm Finepix L2950, que perdi essa oportunidade!
(...)
In reflexão própria (excerto cap.1)
Paulo Furtado
Direitos reservados(2011)
Todavia não seria de esperar, porque não tinha nada a ver com as expectativas daquilo...
Segundo consta, uma aposta numa corrida era sempre uma aposta ambígua e fixa sem o retorno possível de trocas...Não que se aplicasse á corrida de caracóis da quinta...nem a outra corrida qualquer deste género...
(...)
O outro dia estava em casa a ver se completava o famoso puzzle de sudoku, e foi quando olhei pela janela e vi pela primeira vez uma ave que nunca tinha visto antes....
Tinha a popa vermelha, o bico cinzento, penas azuis e na cabeça uma pequena pinta dourada(...)
Ela continuou lá nos beirais da janela e começou a esvoaçar para longe, bem longe...teria sido uma pena porque queria tanto tirar uma fotografia com a minha máquina Fujifilm Finepix L2950, que perdi essa oportunidade!
(...)
In reflexão própria (excerto cap.1)
Paulo Furtado
Direitos reservados(2011)
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
(...)
E eis que li uma carta que me mandaram á uns anos para trás...
Tinha a ver com a minha permanência nos Estados Unidos da América, país onde fiquei cerca de 3 anos e meio e depois tive que ir de novo para cá...
A carta começava assim:
" Lembro-me de teres cá estado primo, e da tua estadia em Fall River, e em New Orleans, onde permaneceste uns meses antes de voltares de novo ai(...)
O teu pai, lembro-me de ter me dito que gostaria que lhe manda-se uma recordação através dos correios e dos famosos barris, mas a verdade é que só agora posso manda-los para ai...(...)
Como vão as coisas por ai? Soube que te casaste, e que tens um filho e que agora tens um emprego digno de ti...(...)
Bom espero que esteja tudo bem agora que te escrevi e podem esperar pelo barril que deve chegar ai em breve..."
Depois de ler a carta, fechei-a e coloquei-a sobre a mesinha de cabeçeira, onde mais tarde poderia rele-la...
mas uma coisa era certa: o barril não tinha chegado cá!(...)
In reflexão própria (excerto cap.2)
Paulo Furtado
Direitos reservados(2011)
E eis que li uma carta que me mandaram á uns anos para trás...
Tinha a ver com a minha permanência nos Estados Unidos da América, país onde fiquei cerca de 3 anos e meio e depois tive que ir de novo para cá...
A carta começava assim:
" Lembro-me de teres cá estado primo, e da tua estadia em Fall River, e em New Orleans, onde permaneceste uns meses antes de voltares de novo ai(...)
O teu pai, lembro-me de ter me dito que gostaria que lhe manda-se uma recordação através dos correios e dos famosos barris, mas a verdade é que só agora posso manda-los para ai...(...)
Como vão as coisas por ai? Soube que te casaste, e que tens um filho e que agora tens um emprego digno de ti...(...)
Bom espero que esteja tudo bem agora que te escrevi e podem esperar pelo barril que deve chegar ai em breve..."
Depois de ler a carta, fechei-a e coloquei-a sobre a mesinha de cabeçeira, onde mais tarde poderia rele-la...
mas uma coisa era certa: o barril não tinha chegado cá!(...)
In reflexão própria (excerto cap.2)
Paulo Furtado
Direitos reservados(2011)
domingo, 4 de dezembro de 2011
(...)
Desta vez quem tinha culpa fora o gato, que se pusera diante da televisão, bloqueando assim a visão de todos os que estavam a ver o programa...
Este gato dava que falar....
Às vezes era melancólico, outras vezes era hiperactivo e outras ainda era um preguiçoso autêntico...Os vizinhos já o conheciam pelo seu miar afagado....Chamamo-lo de Fígaro! Às vezes era um autentico artista, brincando connosco todo o dia, ou miando e entoando miados por toda a casa...
Mas fora ele que tivera a amabilidade de se por em frente da televisão, quando estava a dar um programa importantíssimo!
Todos se manifestaram e o repeliram para que saísse de frente da televisão...
E não é que ele sentou-se ainda em frente e repisou com mais força ainda....
Perguntou-me minha mulher:
- Não lhe deste de comer?
- Hoje ainda não - respondi-lhe eu!
- Então foi isto - voltou a responder ela.
(...)
In reflexão própria (excerto cap.7)
Paulo Furtado
Direitos reservados(2011)
Desta vez quem tinha culpa fora o gato, que se pusera diante da televisão, bloqueando assim a visão de todos os que estavam a ver o programa...
Este gato dava que falar....
Às vezes era melancólico, outras vezes era hiperactivo e outras ainda era um preguiçoso autêntico...Os vizinhos já o conheciam pelo seu miar afagado....Chamamo-lo de Fígaro! Às vezes era um autentico artista, brincando connosco todo o dia, ou miando e entoando miados por toda a casa...
Mas fora ele que tivera a amabilidade de se por em frente da televisão, quando estava a dar um programa importantíssimo!
Todos se manifestaram e o repeliram para que saísse de frente da televisão...
E não é que ele sentou-se ainda em frente e repisou com mais força ainda....
Perguntou-me minha mulher:
- Não lhe deste de comer?
- Hoje ainda não - respondi-lhe eu!
- Então foi isto - voltou a responder ela.
(...)
In reflexão própria (excerto cap.7)
Paulo Furtado
Direitos reservados(2011)
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
(...)
Estive de um lado para o outro a perguntar-me a mim próprio se saberia para que era isto e para que era aquilo...
Precisava de trabalhar para ganhar dinheiro para as minhas necessidades, tais como necessidades básicas e primárias, necessidades dos meus filhos, necessidades da minha mulher, necessidades de lazer, etc
Precisava de fazer antes uma coisa primeiro, e sabia que era mais importante que tudo!
Tinha que falar com minha mulher...
(...)
In reflexão própria (excerto cap.1)
Paulo Furtado
Direitos reservados(2011)
Estive de um lado para o outro a perguntar-me a mim próprio se saberia para que era isto e para que era aquilo...
Precisava de trabalhar para ganhar dinheiro para as minhas necessidades, tais como necessidades básicas e primárias, necessidades dos meus filhos, necessidades da minha mulher, necessidades de lazer, etc
Precisava de fazer antes uma coisa primeiro, e sabia que era mais importante que tudo!
Tinha que falar com minha mulher...
(...)
In reflexão própria (excerto cap.1)
Paulo Furtado
Direitos reservados(2011)
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
publicação de mundo fantasmo!
Os degraus do improviso (26.11.2011)

O improviso musical é uma coisa fascinante, e acho que fascina ainda mais aqueles indivíduos que têm um pouquinho de familiaridade com um instrumento mas não chegam a ser grandes músicos. Eles percebem (porque também tocam um pouco de piano, ou de guitarra, de sax, seja lá do que for) o quanto aquilo é difícil de fazer, e admiram melhor a aparente facilidade de quem o faz. Para quem é totalmente leigo, tudo parece ou igualmente fácil ou igualmente impossível. Apenas o semi-talentoso é capaz de entender de verdade o que o talentoso está fazendo.
No caso da música, temos, por exemplo, aquelas circunstâncias em que não se espera do músico que ele improvise, e sim que execute com perfeição. Não pode engolir uma nota sequer, não pode pular uma pausa, tem que ser tudo do jeito que está escrito na partitura ou consagrado na memória. Cabe ao músico juntar a essa reprodução perfeita uma dose de emoção pessoal que dê ao público uma impressão de algo novo, espontâneo, de uma coisa que está acontecendo ali pela primeira vez. A música erudita, de concerto, tem um pouco desse espírito. O concertista não está ali para inventar música, mas para recriar algo que já existe.
Depois, há um degrau intermediário em que o músico trabalha com partes iguais de memória e de momento. É quando, na música popular, chega o momento do solo instrumental. O cara sabe a melodia que vai tocar, tem uma idéia aproximada do que vai fazer; mas o resultado, que não precisa ser igual a nenhuma versão anterior, vai depender do momento, de sua “inspiração”. Inspiração é a capacidade de se concentrar no que está tocando e fazer, em frações de segundo, as escolhas melódicas mais adequadas, mais surpreendentes e mais cheias de informação nova, sem entrar em choque com a harmonia subjacente (a sequência de acordes que serve de base ao solo).
E existe o improviso total. O cara está ouvindo uma música pela primeira vez (no estúdio ou no palco) e precisa descobrir caminhos, sem muito tempo para pensar, confiando na sua bagagem musical (conhecimento de acordes e de escalas) e na sua “inspiração”. Ele chega ao estúdio para tocar no disco de Fulano, mostram-lhe as partes já gravadas da música e o trecho onde ele vai tocar. Ele escuta, pega o jeitão da música, empunha o instrumento, manda gravar e toca. Às vezes tem que refazer, porque não saiu legal. Outras vezes, faz um improviso perfeito como se já tivesse tocado aquilo mil vezes. Ou então sobe ao palco para dar canja num show alheio, com músicos com quem nunca tocou, numa canção que desconhece. E faz um improviso que fica para a História. Como? Não sei, mas já vi acontecer.
adaptado( mundo fantasmo)
adaptado
(...)
Estou novamente em casa...
Tento me lembrar do dia em que tive as minhas primeiras visões sobre o meu passado....mas nada.....
Tento saber se hoje vou ou não para o trabalho, e saber se vou ter que ir ao departamento legal da província....
Tudo o que me rodeia lembra-me o passado, e nalguns casos o futuro!
Sento-me ao piano para descontrair e tirar algumas notas soltas e frias, para além do tempo que tambem está frio, e tocar músicas como Rondo al Turco, de Mozart, Moonlight Sonata, de Beethoven, Nocturne, de Chopin entre muitas outras... mas sinto um vazio enorme dentro de minha alma....necessito de algo mais!
(...)

In reflexão própria (excerto cap.5)
Paulo Furtado
Direitos reservados(2011)
Estou novamente em casa...
Tento me lembrar do dia em que tive as minhas primeiras visões sobre o meu passado....mas nada.....
Tento saber se hoje vou ou não para o trabalho, e saber se vou ter que ir ao departamento legal da província....
Tudo o que me rodeia lembra-me o passado, e nalguns casos o futuro!
Sento-me ao piano para descontrair e tirar algumas notas soltas e frias, para além do tempo que tambem está frio, e tocar músicas como Rondo al Turco, de Mozart, Moonlight Sonata, de Beethoven, Nocturne, de Chopin entre muitas outras... mas sinto um vazio enorme dentro de minha alma....necessito de algo mais!
(...)

In reflexão própria (excerto cap.5)
Paulo Furtado
Direitos reservados(2011)
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